Omni-Channel: Sérgio Chapelin, super fruta, e oportunidades online

Carlos Batalha
Carlos Batalha

Sócio-diretor da Agência NBZ - Estratégia Digital


14 MAR 2014

No dia 7 de março o Globo Repórter teve como tema “O poder das frutas”. Quando vi a chamada na TV, mostrando frutas bem conhecidas e outras que nunca ouvi falar, logo pensei que ali haveria uma boa oportunidade para uma estratégia Omni-Channel. O conceito de Omni-Channel é uma, digamos, evolução da integração multicanais. Omni é um prefixo do latim que sigifica tudo, todos, algo por completo. Dele vem o prefixo “oni”, de onipresente. E, nada mais de acordo com a evolução da internet em nossas atividades cotidianas: onipresente.

No programa, a fruta apontada como a campeã em nutrientes, cultivada no Tibet, utilizada na medicina chinesa, e integrante do cardápio de famosos como Madonna foi uma frutinha vermelha chamada goji berry. Pronto, uma combinação perfeita: nutrição, dieta, emagrecimento, rejuvenescimento, medicina oriental e famosos. E tudo numa fruta de nome esquisito e que não se encontra com facilidade na feira. Uma ótima oportunidade para vendas online, e também para analisarmos o impacto de oportunidades como essa.

Abaixo, vemos o gráfico do Google Trends para a evolução de buscas do termo “comprar goji berry”:

gogle-trends-goji-berry

Vejam que no fim do ano passado, no período de festas, as buscas zeraram. Passadas as comemorações, talvez por aquela motivação de novos hábitos típicos de promessas de ano novo, as buscas voltaram e seguiram de forma constante. Mas, eis que de repente, há um salto brusco na pesquisa. E esse salto é, obviamente, em 8 de março, dia seguinte à exibição do Globo Repórter. Fazendo buscas pelo termo alguns dias depois, era possível encontrar vários links patrocinados anunciando produtos a base de goji berry. Certamente esses e-commerces tiveram um aumento significativo nas vendas. Outras lojas puderam anunciar que tinham o produto, e direcionaram clientes à sua loja física. Outras ofereceram compra online e retirada na loja. Mas, independente da modalidade de conversão, o importante é que o caso ilustra uma tendência de comportamento do consumidor: pesquisar online em alguma etapa da decisão de compra. Segundo a empresa de pesquisa Harris Interactive, uma empresa do grupo Nielsen:

90% dos consumidores disseram ter uma melhor experiência de compra quando pesquisam produtos online antes de comprar offline.

 

Ou seja, a internet é parte integrante do caminho que o consumidor faz até a efetivação da compra. Em algum momento ele estará na internet, voluntariamente apto a receber informações sobre um produto, buscando informações que o ajudem a decidir o que, como, e onde comprar.  A internet, então, deixa de ser um canal estanque para se tornar um ponto de convergência comum dos consumidores.

Entre a TV e a feira, agora há o Google.

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