Como o e-commerce pode salvar as lojas de shoppings de Salvador

Carlos Batalha

Carlos Batalha

Sócio-diretor da Agência NBZ - Estratégia Digital

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14 JUL 2015

Pra quem não é de Salvador, os shoppings não podiam cobrar pelo estacionamento. Foi assim desde sempre. Mas, no início desse mês de julho foi liberada a cobrança. E a novidade, tão comum em outras capitais, está rendendo muito papo. Pessoas indignadas em redes sociais, fanpages criadas convocando boicotes, manifestação de funcionários que querem gratuidade… E, no meio desse papo todo, associações de lojistas começam a divulgar números que dizem que o movimento caiu bruscamente após o início das cobranças. Mas, será mesmo que não existe saída para os lojistas? Afinal, é na crise e na escassez que se criam as melhores oportunidades para quem empreende e inova. Então, vamos lá.

 

A DECISÃO DE COMPRA

Um dos principais fatores que impactam na decisão de compra do consumidor online é o frete. O cara coloca dois livros no carrinho, todo feliz, afinal são mais baratos que na livraria, vai calcular o frete e… descobre que o valor da entrega faz com que seja o mesmo preço de comprar na loja perto de casa. Então, melhor ir na livraria, comprar e levar na hora. Mesmo preço, mas sem tempo de espera. Obviamente, ninguém conta o custo combustível, tempo, e outros custos embutidos no ato de ir na livraria. Mas, tendo que pagar estacionamento, esse custo direto pode, realmente, impactar na decisão. É como se existisse um “frete” para ir no shopping, sendo que ele ainda terá que buscar, ao invés de receber.

 

JORNADA DO CONSUMIDOR

Muitas lojas de shopping acham que o fato de terem uma loja física é conflitante com ter uma loja online. Isso porque muitos entendem que a loja online apenas pode operar para entregas em domicílio. Mas, aí está o engano. Em meu e-book Consumo Vaporizado (que você pode baixar gratuitamente aqui) mostrei como, cada vez mais, a jornada do consumidor é multicanal. Pessoas fazem buscas online de produtos que vão comprar na loja física, vão na loja ver produtos que pretendem comprar online, e assim seguem onipresentes entre o online e o offline. Além disso, cada vez mais é crescente a opção por comprar online e retirar na loja. E aí está a oportunidade.

 

E COMO O E-COMMERCE BENEFICIA LOJAS FÍSICAS

As lojas de shoppings poderiam ter um e-commerce que oferecesse apenas a retirada na loja física. Os clientes veriam os produtos, escolheriam, comprariam tranquilamente online, e iriam retirar seus produtos na loja. Tá, mas e o estacionamento? Bom, no sistema de cadastro de produtos poderia haver uma funcionalidade onde o lojista determinasse, para cada produto, quantas horas de estacionamento ele teria de desconto. Ao invés dos tradicionais -XX%, haveria menos – XX h, de acordo com a tarifa do shopping. Como a média dos shoppings é de R$ 6 por 2 horas + R$ 1 por hora adicional, um desconto de 4 horas daria apenas R$ 8, e o lojista ofereceria 4 horas pagas de passeio ao cliente. Dava pra buscar o produto, ir ao cinema, e fazer um lanche, pagos pela loja. E um bom sistema de gerenciamento de vendas e clientes permite um controle total do perfil do cliente, dos hábitos de consumo, estatísticas, e vários relatórios gerenciais que nenhuma loja física tem. E, estando online, a loja está visível não só para quem vai a um shopping específico, mas para todos os potenciais clientes. Uma ótima oportunidade de melhorar o relacionamento com os clientes, melhorar a gestão do negócio, e aumentar seu raio de alcance e visibilidade no mercado.

Há quase 4 anos desenvolvemos um sistema pioneiro de venda de serviços estéticos para a rede Lislife (veja case aqui), com unidades em Salvador, Recife e Belém. No segundo mês de operação o volume total de vendas já superava o investimento de implementação do sistema. E em poucos meses as vendas online representavam algo em torno de 30% do faturamento total.

Então, quem quiser inovar e sair na frente nesse momento de crise, fale conosco. Ficaremos felizes em transformar crises em oportunidades. Abraço!